Perguntas Frequentes


Certamente é possível responder essa questão facilmente. Dentro do conceito sociológico o MRSP não é uma ideologia e nem mesmo temos uma ideologia, temos ideais e não uma ideologia. O liberalismo é uma ideologia, o conservadorismo é uma ideologia, o comunismo, o anarquismo idem. O independentismo é apenas uma prática, aplicada caso a caso dentro de um contexto político e não uma ideologia, que seria um conjunto de práticas políticas (não só partidárias) coerentes.
O Movimento República de São Paulo preza pelo livre destino e direito de qualquer povo, em especial o nosso, o paulista, de decidir sobre os seus caminhos. O MRSP é uma associação que visa tão somente colocar fim, por meios pacíficos, ao jugo verdadeiramente imperialista do governo federal sobre São Paulo. Quando nosso estado for independente, nosso povo deverá saber como agir. Não sabemos qual há de ser o rumo da história. Torcemos para que este seja sempre pacífico e que o povo guie seus rumos e não algum grupo específico.
O MRSP não faz juízo de valor acerca deste temas. Cada membro deste movimento tem suas opiniões de foro íntimo sobre estes temas, os quais pouco influem sobre os caminhos de ação de nosso grupo, já que nosso foco é outro: a independência do estado de São Paulo em relação ao Brasil.
Isso a história vai responder. Cabe a todos os paulistas, como membros constituintes da paisagem histórica, abrilhantá-la com prosperidade ao seu povo e justo desenvolvimento. Sob qual regime? Os paulistas escolherão. Com qual dinheiro? Com rei ou presidente? Isso cabe aos paulistas decidir.
O Movimento República de São Paulo, estatutariamente e dentro do espírito democrático de suas lideranças e de seus membros, refuta veementemente qualquer uso bélico para a libertação de São Paulo, que parta de suas fileiras ou de seus membros.
Temos, por finalidade, fazer do Estado de São Paulo um país independente. Os meios para chegarmos a tais resultados? A via democrática, legalista e constitucional (Respeitamos integralmente a CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL). Nós defendemos, em um primeiro momento, toda a ação que venha a dotar os estados constituintes da Federação Brasileira, em especial São Paulo, o mais prejudicado de todos, de maior autonomia administrativa e econômica em relação à Brasília. Como segundo ponto fundamental de nossa proposta está a formulação de uma nova Constituição para o Brasil, que venha a consagrar a criação de uma Confederação de Estados livremente associados e irmanados, muito ao contrário do que existe hoje, vindo desde os primórdios da história luso americana, onde a história mostra ter havido uma união forçada e arranjada politicamente.
O supremo ideal do MRSP é a constituição do ESTADO NACIONAL PAULISTA. Nada além disto, pois junto, estão os meios, que são a democracia com liberdade e responsabilidade.
Nós temos por política nos irmanarmos e solidarizar-nos com todos os povos oprimidos no mundo. Defendemos o princípio básico e universal presente na magna carta da Organização das Nações Unidas, o da AUTODETERMINAÇÃO DOS POVOS. Não defendemos os genocídios, nem os crimes que possam existir em lutas separatistas no mundo. Defendemos sim os povos em porfiar por sua existência soberana e autodeterminada.
A descentralização administrativa mostra, no mundo inteiro, nos países e esferas onde é adotada, que é mais eficiente do que qualquer centralização, por mais bem ajustada que essa possa ser. Com o nosso povo gerindo o nosso dinheiro, sem a necessidade de “entregar de bandeja” nossos recursos para os rios de corrupção do parasitário estado brasileiro, poderão fazer melhor uso desse avultados bens, para o usufruto dos cidadãos paulistas. Se hoje falta dinheiro para construir mais Metrô, mais hospitais e escolas, esse jamais faltará, caso São Paulo se torne independente. A perspectiva para nosso povo é a melhor possível.
Sem dúvida já seria um avanço, e nós, do MRSP, queremos avançar com isso, mas, nós cremos que a completa separação é melhor solução tanto para São Paulo, quanto para os outros estados do Brasil.
Os juristas e sociólogos que se dedicam a estudar as formas de estado definem o sistema confederativo do seguinte modo: uma união entre estados, livremente associados, soberanamente associados, onde cada membro guarda não apenas a sua autonomia, mas a sua soberania de decidir permanecer nesta união pelo período que assim desejar. Os termos de ajuste, próprios de cada confederação, devem ser acordados, em concordância com as perspectivas de seus membros. Se em uma Confederação Brasileira haverá uma moeda única (como na Europa há o Euro, para vários países) ou várias, se haverá pena de morte em um estado membro e no outro não, etc., tudo isso se decide através de acordos tratados dentro do órgão máximo da confederação, que pode ser um parlamento ou corte. Tudo isso depende do livre acordo dos estados membros.
Segundo a atual lei brasileira sobre partidos políticos, é vedada a existência de partidos regionais. O MRSP não é um partido, mas os seus membros são livres para se filiar ao partido político de sua preferência. O Movimento República de São Paulo é apenas uma associação.
Os meios legais. A luta pela maior autonomia administrativa, jurídica, econômica, etc., e a luta para a mudança constitucional, para que esta preveja a secessão de um de seus estados membros (hoje isso não é, constitucionalmente, possível).
No Brasil, mesmo que exista muito “patrulhamento” ideológico, e mesmo reais ameaças ao direito de se expressar livremente, é garantido, constitucionalmente, a liberdade de consciência e de agremiação, portanto, uma associação separatista não pode ser proibida apenas por ser simplesmente uma Associação Separatista. Entretanto, hoje, legalmente, nenhum dos 27 estados da federação pode se separar e virar um novo país. A nossa luta está mudar isso.



Por que separar São Paulo do Brasil?


Os motivos são exageradamente muitos. Acompanhe portanto esse panorama. Durante o período colonial, São Paulo era a região da América portuguesa que menos contava com o apoio da Coroa lusitana. O nordeste era proeminente devido a produção de cana-de-açúcar e favorecido com a proximidade relativa da Europa, o que vinha a facilitar a vida do europeu colonizador. O extremo-sul sempre foi visto com muita preocupação oficial, devido a proximidade da região platina e suas riquezas (disso se aperceberam os jesuítas, que faziam suas enormes reduções catequizantes indígenas, disso também se apercebeu a coroa lusa, interessada em, no mínimo, vigiar bem de perto as ações dos espanhóis). São Paulo, nesse período somente tinha valor e despertava lembrança no momento em que era necessário cobrarem impostos. Notamos hoje alguma semelhança, já que São Paulo paga em impostos ao Brasil, quase o equivalente ao PIB argentina, cujo o de SP é quase duas vazes maior do que o dos platinos!

Ainda é necessário deixar claro que uma das coqueluches dos ufanistas “brazucas”, o tamanho do território brasileiro é obra EXCLUSIVA dos Bandeirantes paulistas, cujos vultos históricos são hoje motivos de completo escárnio. Você já viu, por acaso, alguma Sessão Solene na Câmara Federal ou no Senado, em homenagem aos Bandeirantes? Certamente não.

Se a história deixa registrado em seus anais, que São Paulo foi desprezada em um determinado momento, hoje as fontes jornalísticas mostram que São Paulo é cada vez mais vítima de um ódio de parte das elites brasileiras. O que será que eles temem para terem tanta inveja? A resposta é muito simples: temem perder suas “mamatas”, suas “boquinhas”, seu direito quase divino de “parasitar” os bens públicos. São Paulo é o grande exemplo de civilização que as elites intelectuais, políticas e mesmo econômicas teimam em não reconhecer.

Ou não será o fato de um cidadão paulista valer muitíssimo menos do que um acreano ou amapaense (nada contra essas populações, longe de nós!) na representação da Câmara Federal. O que explica isso? Já não é o Senado, idealmente, a “Casa da Federação”? Temos duas “Casas da Federação” então? O que explica São Paulo ter pago, em impostos, um uma década, mais do que os Estados Unidos investiram na reconstrução da Europa depois da Segunda Guerra Mundial? Nos rincões do sertão brasileiro alguém conhece alguma Paris?

Há ainda que registrar que São Paulo, culturalmente falando é ímpar. Embora guarde traços de assemelhação com outras populações latino americanas (em especial as populações do Sul do Brasil, de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás, neste caso, pelo fato dessas populações serem descendentes diretas, filhas da cultura paulista), isso se deve aos fatores étnicos da formação desses povos. Há sempre a combinação de europeus+indígenas+africanos, entretanto temos que colocar em questão quais indígenas, quais europeus e quais africanos povoaram cada uma dessas regiões e que vieram a dar nessas populações modernas. Há ainda que deixar registrada a grande influência das correntes imigratórias dos Séculos XIX e XX. Para esse estudo não há regra fixa, há a observação dos fatos e só.

São Paulo, enfim, ímpar culturalmente e socialmente, é mais diferente do Espírito Santo do que a Venezuela da Colômbia, ou a Argentina do Uruguai, e nem por isso (por semelhança) esses povos se agrupam sob o mesmo estado/nação.

Movimento República de São Paulo

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